quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Alcance
Respostas perguntadas na retórica do sentimento.
Por que faço isso, por que quero aquilo?
Confundem-se mundos sublimes e esperanças de renovações avançam no cérebro inerte do pensamento enlatado.
Porcarias, soluções engrenadas. Como posso andar para o lado?
Corra sempre porque a velocidade é a busca pelo esquecimento. Se viajar mais rápido pode chegar mais a frente sem pensar no passado, mas o passado deste futuro que procura é o seu presente mal aproveitado.
Angustias e agonias infindadas acolhem na mídia o calor da ilusão. A mesmice transviada repele o progresso cordial e a busca por uma paz inalcançável.
Arrotam rótulos e preconceitos inúmeros que o preconceito contra o próprio preconceito começa a questionar o gigante adormecido que hiberna no inconsciente coletivo.
Massas de manobras, marionetes de fetiches e fantoches de manipulação.
Claro que sim.
Juro que não.
Basta o besta.
Agoniza.
E alcança!!!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Medo do Medo
O medo do medo de ter medo,
Mascara sensações e emoções
Encobre fatos relevantes
E enche de dúvidas o meu coração.
Fazer as besteiras que fazia,
Rever sentimentos de tristeza
Parece marchar contra a vida
Na hora em que esta começa a brotar.
Meu caro e fidedigno amigo
Repousa em meus ombros o olhar
Dizendo o que quer realmente
Fingindo saber me enrolar
Parece tristeza anunciada
Ou então melancolia ao redor
Mas é desabafo contido
No peito de quem quer ganhar.
Trago consciências nas palavras que são ditas
Trazem esperança pro meu caminhar,
Pois sei que ao esperar essa dívida
Caminhos não irei encontrar.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Conto Solo
Era cedo, muito cedo. O sol apontava no horizonte em meio ao verde da selva nem tão distante assim. Nuvem não se via. O céu em seu esplendor fazia jus, como nunca, ao termo “azul celeste”. O frio de manhã de inverno que parecia procurar um local aconchegante para se esconder, adentrava ao corpo cansado pelas narinas e deixava um rastro de solidão que passava pela traquéia e congelava os pulmões. O orvalho ameaçava subir, e na ânsia de evaporar-se, escorria por pára-brisas e vitrines comerciais naquele exato ponto do centro da cidade. Cheiro preto de café forte e a brisa rasteira sacudindo as páginas úmidas do dominical embalavam a angústia de mais uma noite de peripécias e folias mal dormidas, traduzindo o amargo e desesperado sentimento de vazio.
Chega de fumaças. Não era aquela enganação que viria para satisfazer a tensão estática do momento
Três outros, nem tão mais novos, dobravam a esquina com semblantes menos ríspidos, satisfeitos com uma possível trama que a vida havia lhes pregado. Curioso.
- Trazem mais dessa tranquilidade? Onde a conseguiram? É muito caro?
Ingenuidade genuína ainda acreditar em subterfúgios para alcançar um possível sentimento de conforto.
O trio descontraído parecia não entender o questionamento. Para eles aquele semblante era o natural e de onde vinham esse era o senso comum.
- Desculpe, é com a gente? Questionou o mais robusto diminuindo a velocidade de seus passos à medida que se aproximavam.
- Esse ar benevolente que os cerca, é fácil adquirir?
- Fácil relativiza demais um possível dom que a vida nos oferece a cada dia, mas para sua informação, carregamos essa satisfação excepcionalmente hoje por perceber a conotação do enredo.
- Enredo, que enredo?
- O enredo do qual fazemos parte.
- Vocês fazem parte de alguma agremiação de samba?
- É claro que não, mas se quisermos podemos.
- E querem?
- No momento não é o que importa. O que importa é sentir esse momento e suceder por outros de igual sensação. O gozo de viver em paz e harmonia é o prazer que muitos procuram e não fazem ideia que está bem ali dobrando o quarteirão.
Agora a angustia mesclava-se a uma confusão geral e desfalecia aquele sentimento de novidade. Esperar tornou-se imperativo e um branco de ideias surgiu e deixou-se vagar a passos mudos pela cidade até repousar no velho sofá de remendos e pêlos de gato no meio de um cômodo sombrio.
A escolha está feita e a opção desejada ficará nessa sombra sem jamais saber, pelo menos naquele exato momento, como ser literalmente pleno e confortável sem o auxílio de ninguém.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Moreno
Moreno, amor sereno,
Sincero sopro divino,
Suave choro pequeno.
Lampejo de luz eterna
Eterno desejo de paz,
Carrega beleza de vida,
Sossega anseio dos pais.
Mergulho de ideias fascinantes,
Borbulhas e fagulhas de esplendor,
Mistério de graça ancorado
No passo moderno da cor.
Figura com ar de menino,
Degusta infinito sabor,
De ser o que ser simplesmente,
Por ser alegria e amor.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Murmúrios
Arrependidos do escândalo estavam.
Todos, sem exceção!
Maldição...
Gritos e solidão ofuscam o sol.
Nuvens grotescas de desilusão.
Desfaçecem...
Arrepios!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Mutua Ação
A simbólica forma de se impor diante do cotidiano, por muitas vezes, compromete aquilo que se deseja. E como máscaras, nossas expressões tornam-se impressões tão pouco convincentes que, reflexões em pedaços quebrados nos mostram uma realidade inexplicavelmente falsa.
Um tanto quanto deprimente, mas sentida com a transformação de sóis em luas.
