Sinto dó,
de quem se sente só
e se resume ao pó.
Me dá um nó na garganta,
ver alguém que se levanta e caminha em marcha ré.
Como é que é, acordar pela manhã e sentir a agonia
de que este é apenas mais um dia:
trabalhar comer e dormir.
Não, não durma no ponto,
não seja um tonto, pois a vida é mais fácil que parece.
Apareça, como o céu que aquece meu sistema.
Que dilema, ter que ser parecido com alguém
para ser conhecido por ninguém,
pois ninguém me conhece de verdade,
na verdade prevalece a falsidade,
neste mundo onde posso estar aqui
e falar com quem tá lá,
lá bem pra lá do fim do mundo,
onde eu vou em um segundo,
mas não tenho nem um tempo pra cantar.
O homem só irá cair em si,
quando o si conseguir tornar-se nós.
terça-feira, 31 de março de 2009
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